Doenças oculares

Uveíte

Uveíte é a inflamação do trato uveal que é a parte do olho composta pela íris, corpo ciliar e coróide. Pode ser causada por trauma (externo ou cirúrgico), por uma infecção ou ainda por doenças autoimunes.
O tratamento da uveíte e realizado com mediações que controlam a inflamação intra ocular com corticosteróide e antimetabólitos e assim com em caso específicos com antibióticos.

Membrana Retinianas

Estas membranas acometem a porção central da retina, macula, causando visão torta (metamorfopsia) e perda da visão central.
A confirmação e prognóstico da doença é realizado através de exame de OCT e retinografia.
O tratamento é cirúrgico através da cirurgia de vitrectomia pars plana.

Buraco de Mácula

Esta doença acomete a parte central da retina causando um orifício (Buraco Macular).
A teoria mais aceita sobre a formação do buraco macular (BM) é a tração tangencial e ântero-posterior exercida sobre a área macular. Levando a formação de uma fenda na retina e perda da visão central.
Seu diagnóstico é confirmado através do exame de OCT e seu tratamento é cirúrgico através de vitrectomia posterior e injeção de gás.

Descolamento de Retina

A retina é uma fina camada de células nervosas que reveste a parte interna do olho. Ela é responsável pela formação da imagem, transformação da luz em sinais elétricos e, através do nervo óptico, pelo envio desses sinais ao cérebro que os converte em visão.
O vítreo é uma espécie de gelatina transparente que preenche o globo ocular, firmemente preso à retina. Em conseqüência do processo natural de envelhecimento, o vítreo pode contrair-se e soltar-se da retina sem que isto sempre cause danos à visão. Entretanto, muitas vezes ao soltar-se da retina o vítreo pode rasgá-la no(s) ponto(s) de maior aderência entre essas duas partes componentes do olho. Se isto ocorrer o vítreo pode passar através do(s) rasgo(s), localizar-se atrás da retina e fazer com que ela se descole da parede do globo ocular, caso o problema seja deixado sem tratamento.
Quando a retina se descola da parede do globo ocular, sua capacidade de processar a luz fica prejudicada e a visão perde a nitidez. Em casos de descolamento total a retina deixa de transmitir imagens ao cérebro e visão pode desaparecer.

Causas
A doença geralmente ocorre após os 40 anos e apresentam maior possibilidade de desenvolvê-la as pessoas que possuem história de descolamento de retina na família, as que têm miopia ou glaucoma e as que se submeteram à cirurgia de catarata.
Os socos ou acidentes que resultem em ferimento, pancada ou batida forte no olho, na face ou na cabeça podem, também, provocar descolamento de retina. A doença pode ser, ainda, causada por tumores, inflamações graves ou complicações do diabetes. Em tais casos, geralmente, não ocorrem rasgos retinianos e o tratamento da moléstia causadora do descolamento faz com que a retina volte à sua posição normal, na maior parte dos casos.

As pessoas que têm mais chance de ter descolamento da retina são:
– Quem já teve descolamento em um dos olhos
– Míopes com mais de 6 graus
– Pessoas com parentes próximos que tiveram descolamento da retina

Sintomas
Sintomas dos Rasgos e do Descolamento de Retina:
Os rasgos na retina podem ocorrer sem que a pessoa perceba inicialmente seus sintomas. Em outros casos, o paciente pode perceber clarões ou pontos negros conhecidos por moscas volantes. Entretanto, esses sintomas não significam necessariamente a ocorrência de rasgos na retina podendo decorrer, por exemplo, da formação de pequenos “torrões” de vítreo. O vazamento de sangue no vítreo, quando ocorre rasgo na retina, pode causar diminuição da visão.
Em casos de descolamento de retina a pessoa perceberá uma visão aguada ou ondulada e uma sombra ou cortina escura que fecha o campo de visão. Se o descolamento atingir a região central da retina, a mácula, a pessoa perceberá uma distorção ou redução da visão central. Em alguns poucos casos, o descolamento de retina pode ocorrer repentinamente provocando perda total de visão do olho atingido.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito através do exame chamado mapeamento de retina. Em algumas situações nas quais o mapeamento de retina é prejudicado por visibilidade ruim (devido à catarata, por exemplo), é preciso realizar o exame de ultrassom ocular para ajudar no diagnóstico.

Tratamento
O principal objetivo do tratamento para o descolamento de retina é o fechamento das rupturas retinianas, levando à reconstrução da área afetada. Existem diversos métodos cirúrgicos para o tratamento do descolamento de retina, mas, só o oftalmologista poderá avaliar o seu caso e indicar a melhor opção de tratamento.

Calázio

O que é um Calázio
Um calázio é uma lesão inflamatória crônica, onde se formam pequenos nódulos nas pálpebras superior e inferior, que são provocados por uma das glândulas que produzem material sebáceo (glândulas de Meibomius), e que pode chegar a alcançar dimensões de até 6-8 mm, ou seja, do tamanho aproximado de um caroço de feijão.

Causas
O calázio é causado pelo bloqueio dos orifícios das glândulas palpebrais meibomianas e estagnação das secreções sebáceas. Pacientes com acne rosácea ou dermatite seborréica apresentam risco aumentado para formação de calázios, que podem ser múltiplos ou recorrentes.

Sintomas
Ocorre em qualquer idade, com o crescimento gradual de um nódulço indolor. A lesão pode crescer e, depois, diminuir de tamanho, em semanas ou meses, conforme absorção do material lipídico.
Pacientes queixam-se em relação à estética, porém alguns podem ter astigmatismo corneal induzido por calázio da pálpebra superior, que pressiona a córnea.

Diagnóstico
Uma lesão firme na pálpebra superior ou inferior, endurecida, arredondada na placa tarsal de tamanho variável, podendo ser bilateral ou múltipla.
Calázios persistente devem fazer diagnóstico diferencial com carcinoma de glândulas sebáceas ou de célula basal por meio de exérese e anatomopatológico.

Tratamento
Calázios pequenos podem ocasionalmente desaparecer de forma espontânea.
Compressas mornas são preconizadas e aplicadas sobre a pálpebra, e com um pano limpo umedecido em água morna durante 10 a 15 minutos por 3 ou 4 vezes ao dia.
Injeção de esteróides intralesional (0,1ml – 0,2 ml de triancinolona 5mg/ml) podem ser eficazes quando persiste um nódulo pequeno após a realização das compressas mornas.
Tratamento cirúrgico é o indicado – drenagem e curetagem.

Catarata

O que é Catarata
A catarata é uma alteração intra-ocular que atinge o cristalino (lente transparente situada atrás da íris), tornando-o opaco e comprometendo a visão. Essa lente (cristalino) é por onde passam os raios luminosos antes de chegar à retina, sendo encarregada da focalização.
Essa doença atinge principalmente pessoas após os 50 anos, mas também pode ocorrer em pessoas mais jovens (traumatismo, diabetes não controladas, etc.) e até congênitas. Seu nome popular é uma referência à sensação de se estar “vendo através de uma queda d’água”.

Sintomas
O primeiro sintoma da catarata é a sensação de perda da qualidade da visão, visão embaçada e cores sem brilho, como se existisse uma nuvem entre os olhos e a imagem. Podem ainda ocorrer halos ao redor das luzes, visão dupla, os objetos podem parecer amarelados ou distorcidos, além da necessidade de mais luz para enxergar melhor.
Com a evolução do quadro, a pessoa passa a enxergar apenas vultos. Em casos em que a catarata está mais avançada, é notável no centro da pupila (parte escura do olho) a visualização de uma mancha branca.

Causas
A catarata pode ser congênita (geralmente causada por rubéola ou toxoplasmose no primeiro trimestre de gestação); adquirida através do diabetes; uso de colírios sem indicação médica (especialmente os que contêm corticóides); inflamações intra-oculares e traumas (como socos ou batidas fortes na região dos olhos). Mas a sua principal causa é o envelhecimento.

A cirurgia
O tratamento cirúrgico indicado baseia-se em substituir o cristalino danificado por uma lente artificial que recuperará a qualidade da visão. O resultado é altamente previsível, a recuperação é rápida e, geralmente, a permanência no HOS após o procedimento é inferior à uma hora.
Para isso, é utilizada a técnica denominada facoemulsificação. A cirurgia é feita sob anestesia local, com uma pequena incisão de cerca de 1,8mm a 2,2mm na parte da frente do olho. O cirurgião insere uma micro-sonda de ultrasom, onde a catarata é fragmentada e aspirada do olho. A lente artificial é implantada substituindo o cristalino.
O retorno gradativo da visão inicia-se dentro de 24 horas, conforme o organismo do paciente. Em poucos dias, não havendo nenhuma outra doença ocular associada, o paciente poderá retornar as suas atividades normais. O tratamento pós- operatório é feito com o uso de colírios para acelerar a cicatrização e reduzir o risco de infecção.
Meses ou anos após a cirurgia, a cápsula que fica atrás da lente intra-ocular poderá se tornar embaçada, mas o problema será tratado a laser de maneira rápida e indolor, com equipamento chamado YAG LASER.
É importante ressaltar que os resultados da cirurgia são animadores e a recuperação muito rápida, por isso, não se deve ter medo do procedimento.

Lentes Intra-Oculares
As lentes intra-oculares (LIOs) são cristalinos artificiais implantados no olho durante a cirurgia de catarata para substituir o cristalino opacificado e são diferentes das lentes de contato. A qualidade da visão com a lente intra-ocular é muito superior àquela com óculos ou lentes de contato.
De acordo com o resultado dos exames pré-operatórios e indicação de algumas opções pelo oftalmologista, o paciente deverá escolher aquela LIO que melhor se adapta a sua realidade financeira. O HOS dispõe do Setor de Orientação Cirúrgica, que poderá tirar dúvidas variadas sobre o tratamento, assim como as vantagens e diferenciais de cada tipo de lente intra-ocular. É válido lembrar que a escolha da LIO é para o resto da vida e, por isso, na hora da decisão o ideal é escolher uma lente de boa qualidade e alta tecnologia.

Conjuntivite

O que é
A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, a membrana fina, transparente e dotada de pequenos vasos sanguíneos que reveste a parte interna da pálpebra e a parte branca do olho. A conjuntiva lubrifica e protege o olho a medida que ele se move na cavidade ocular.

Sintomas
Os principais sintomas da conjuntivite são olhos irritados, vermelhos e lacrimejando. Alguns tipos de conjuntivite como a alérgica aguda, podem causar também a coceira.

Tipos
Existem diversos tipos de conjuntivite. A mais comum é a chamada conjuntivite bacteriana altamente contagiosa e facilmente transmissível a toda a família quando a pessoa esfrega o olho e infecta itens como toalhas e lenços.
Os principais sintomas da conjuntivite bacteriana são os olhos vermelhos e lacrimejantes, as pálpebras inflamadas, a visão embaçada, a sensação de areia ou de arranhão nos olhos, descarga amarelada (remela) em volta dos olhos e os olhos colados.

Tratamento
Normalmente, em poucos dias a infecção cederá mediante o uso de colírio antibiótico prescrito pelo oftalmologista. As vezes, a inflamação não responde bem ao tratamento e há necessidade de uma segunda visita ao oftalmologista.
As informações e recomendações contidas nesta página têm propósito apenas informativo e não devem ser consideradas como base para diagnóstico, tratamento ou outra aplicação clínica. Para informações específicas e tratamento relativos a este problema consulte seu oftalmologista.

Como prevenir a Conjuntivite
As crianças freqüentemente contraem conjuntivite por não serem capazes de lavar o rosto e os olhos adequadamente. Se você suspeita que contraiu conjuntivite ou que alguém de sua família a contraiu marque uma consulta com o oftalmologista imediatamente. O oftalmologista diagnosticará a doença facilmente. Se não for tratada, a conjuntivite pode evoluir para complicações como infecções na córnea, pálpebras e canais lacrimais. Se você contraiu conjuntivite bacteriana siga as seguintes instruções para evitar a disseminação da infecção:
– todas as vezes que você tocar no rosto ou nos olhos, inclusive ao colocar medicamento nos olhos, lave as mãos cuidadosamente;
– lave os tecidos que tocaram os olhos infectados, inclusive roupas, toalhas e fronhas;
– não partilhe maquiagem. Descarte a maquiagem usada e compre uma nova para evitar o risco de reinfecção;
– não toque no olho infectado, pois a doença irá contaminar o outro olho.

Degeneração Macular

O que é
Geralmente associada com o processo do envelhecimento, a degeneração macular é a principal causa de baixa visual acima de 65 anos de idade, mas também pode afetar pessoas com idades menores.
A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é um processo degenerativo que afeta a mácula (parte central da retina responsável pela visão de detalhes, visão central e visão de cores). É uma doença que normalmente afeta ambos os olhos, embora nem sempre seja ao mesmo tempo e da mesma forma.

Causas
A DMRI é uma doença causada por alterações decorrentes do envelhecimento do olho. Os principais fatores que aumentam o risco são: idade aumentada, tabagismo, cor branca e história familiar.

Sintomas
A DMRI não provoca dor, só a alteração da função visual. Também não provoca cegueira completa, já que a DMRI só deteriora a visão central, permanecendo normal a visão periférica.

Os principais sintomas são:
– Percepção de mancha escura ou visão borrada na parte central da visão.
– As linhas retas aparecem torcidas, inclinadas ou interrompidas em algum ponto.
– Dificuldade na leitura (letras distorcidas).
– Palidez nas cores.

Tipo
Existem 2 formas de DMRI: seca ou atrófica e úmida ou exsudativa (hemorrágica).
Forma “seca” (85 a 90% dos casos): caracteriza-se por uma perda gradual da visão central. Decorre de acúmulos branco-amarelados por debaixo da retina (drusas), que com freqüência constituem o 1º sinal de degeneração macular, inclusive antes de aparecer a perda da visão. A baixa visual raramente é grave nesta forma.
Forma “úmida”: caracteriza-se por uma perda aguda (rápida) da visão. Geralmente ocorre quando pequenos vasos sanguíneos crescem, por razões desconhecidas, de maneira anormal e descontrolada na área macular, dando lugar a saída de líquido e/ou de sangue.
Obs: A forma “seca” pode evoluir para forma “úmida”.

Diagnóstico
O diagnóstico pode ser feito através de um exame oftalmológico completo. Normalmente, são necessários alguns exames complementares, como angiofluoresceinografia (retinografia fluorescente) e tomografia de coerência óptica (OCT) da retina.

Tratamento
O tratamento depende fundamentalmente do tipo em que se encontra a DMRI. O objetivo do tratamento é deter ou minimizar essa progressão. A forma seca é tratada com medicação oral (anti-oxidantes) específica para a doença. A forma úmida é tratada com medicação antigiogênica, como exemplo a aplicação intra-ocular de Avastin ou Lucentis, que é uma pequena e rápida (5 minutos) cirurgia. Normalmente, há necessidade de 3 aplicações mensais dessa medicação dentro do olho. Posteriormente, são feitas reavaliações para determinar se foram suficientes ou se novas aplicações serão necessárias.
Além disso, recursos visão subnormal (lupas, entre outros) são úteis para melhorar a visão periférica residual. O nosso departamento de visão subnormal pode lhe ajudar neste sentido, marcando um teste de visão subnormal pelo seu convênio. O uso da visão (leitura, TV, etc.) não prejudica o portador de DMRI. Aliás, quanto mais usar esses recursos, mais será capaz de tirar melhor partido dos mesmos.

Prevenção
Os cientistas ainda estão pesquisando as causas da DMRI, mas as recomendações atuais incluem:
– Ingestão de uma dieta pobre em gorduras, rica em vegetais e folhas verdes, tais como espinafre e couve;
– Proteção dos seus olhos contra os raios ultravioletas, usando óculos de sol com proteção (adequada) UV;
– Fazer exercícios físicos regularmente;
– Parar ou nunca começar a fumar.

Glaucoma

O que é Glaucoma
Glaucoma é uma doença ocular geralmente provocada pelo aumento da pressão dentro do olho, que ocorre por causa da produção acima do normal de um líquido chamado humor aquoso (líquido interno do olho) ou mais frequentemente, porque o escoamento desse líquido está diminuído pelo organismo. Essa produção elevada ou falta de escoamento para o humor aquoso (mecanismos glaucoma), pode pressionar (afetar) o nervo óptico e causar a cegueira. Não é contagioso, não ameaça a vida e, se for precocemente diagnosticado e tratado, raramente leva a cegueira. Embora não possa ser curado, pode ser, na maioria dos casos, controlado.

Causas
O glaucoma pode ser congênito (raro), primário ou secundário a outra doença. Porém, são fatores de risco para o glaucoma, ou seja, são mais propícios para as pessoas que têm: idade acima de 40 anos, portadores de diabetes ou hipertensão arterial, possuem histórico de glaucoma na família, usam por muito tempo esteróides (corticóides) e portadores de miopia ou outras doenças oculares. Sendo que pessoas de raça negra ou descendentes asiáticos têm maior predisposição para a doença.

Sintomas
No início da doença, geralmente, o paciente não sente nada nos olhos e a visão é normal. Na maioria dos casos, o glaucoma progride lentamente sem que o paciente se dê conta da perda gradual da visão lateral, por isso que é importante um acompanhamento oftalmológico regular.

Diagnóstico
0 glaucoma pode ser detectado somente após um exame oftalmológico (consulta) cuidadoso, em que o médico faz a medida da pressão intra ocular e o exame do fundo de olho por meio de aparelhos apropriados. Depois do diagnóstico do glaucoma, o oftalmologista precisará de exames complementares para a avaliação do estágio da doença, e a partir disso, poderá definir qual será o melhor tratamento.

Tratamento
O tratamento que precisa ser feito ao longo da vida é a prevenção, impedindo que a doença se desenvolva, através do controle da pressão intra-ocular, pois não é possível trazer de volta a visão perdida causada pelo glaucoma. O ideal é que o portador de glaucoma faça acompanhamento oftalmológico no mínimo a cada seis meses.
Alguns tratamentos indicados são:

Medicamentos
Podem ser orais ou, em sua maioria, a base de colírios (que respondem bem ao tratamento se administrados corretamente pelo paciente, seguindo os horários e a quantidade ideal de gotas aplicadas aos olhos, prescritos pelo oftalmologista).

Cirurgias convencionais
Realizada quando os medicamentos não são bem sucedidos no controle da pressão intra-ocular. Na cirurgia convencional é aberto cirurgicamente um novo canal de escoamento para o humor aquoso (líquido interno do olho), ou introdução de um tubo de drenagem intra-ocular, para que o escoamento desse líquido volte ao normal, mantendo assim a pressão do olho controlada. Em poucos casos, após meses da cirurgia, o próprio organismo do paciente acaba fechando o escoamento, dessa forma, o paciente precisa voltar ao uso de medicação para controlar a pressão ocular.

Cirurgia a Laser
A cirurgia a laser para glaucoma trata-se de um método inovador, que traz mais segurança e estabilidade para pacientes glaucomatosos.
O procedimento é menos traumático do que a cirurgia tradicional, não há necessidade de pontos, a anestesia é local e o pós-operatório é mais rápido e confortável para o paciente.

A inovação do tratamento é que o laser age direto na produção (fábrica) do humor aquoso (líquido responsável pelo aumento da pressão no olho), fechando alguns pontos de fabricação, diminuindo a sua produção total, mantendo dessa forma a pressão intra-ocular controlada.
É importante saber, que para o paciente poder operar o glaucoma com a cirurgia a laser, é necessário que ele já tenha sido operado de catarata (doença responsável pelo envelhecimento do cristalino do olho) ou, que esteja com a doença e precise submeter-se aos dois procedimentos ao mesmo tempo, para maior segurança do resultado.

O glaucoma, assim como outras doenças oculares, quanto mais cedo diagnosticado, mais chances de sucesso no tratamento, por isso, é tão importante o acompanhamento oftalmológico regular.

Herpes Ocular

Diversas são as manifestações oculares do vírus Herpes Simplex, desde uma simples úlcera superficial corneana até uma úlcera profunda com risco de perfuração da córnea.

As doenças provocados pelo herpes simplex podem trazer muitas complicações oculares, especialmente se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente. Fases prolongadas ininterruptas da infecção, número de recidivas e tratamentos ineficazes aumentam as complicações e podem ter conseqüências graves.

A pessoa se infecta pela 1a vez com o vírus Herpes Simplex quando criança, entretanto na maioria das vezes sem a manifestação clínica da doença. A 1a manifestação clínica do Herpes Simplex ocular é geralmente na vida adulta, com sintomas de dor ocular, olho vermelho, fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) e às vezes visão turva.

herpes3O paciente deverá procurar atendimento oftalmológico especializado para o diagnóstico e tratamento precoce. O tratamento clínico é geralmente eficaz, entretanto dependendo da severidade do comprometimento ocular, o tratamento cirúrgico pode se fazer necessário, como por exemplo o recobrimento conjuntival ou o transplante de córnea.

Obstrução das Vias Lacrimais

Obstrução Congênita (Criança)
Dentre as anomalias congênitas das vias lacrimais, a mais freqüente é a imperfuração do ducto lacrimonasal. Na maioria dos casos ocorre a resolução espontânea durante o primeiro ano de vida. O excesso de lágrima é um sinal clínico sempre presente; secreção ocular é outra evidência clínica. O tratamento inicial é a massagem. Quando a massagem não resolve o problema, outro procedimento utilizado é a sondagem das vias lacrimais. Em criança, este procedimento é realizado no centro cirúrgico.

Obstrução Crônica das Vias Lacrimais
A queixa principal é o excesso de lágrima; alguns pacientes podem desenvolver a dacriocistite aguda, que é um quadro infeccioso no canto medial. O tratamento é cirúrgico: realiza-se a dacriocistorrinostomia.

Moscas Volantes

O que é
Com o processo natural de envelhecimento, o vítreo – o fluído gelatinoso que preenche o globo ocular – contrai-se, podendo separar-se da retina em alguns pontos, sem que isto cause obrigatoriamente danos à visão. As moscas volantes são minúsculos torrões condensados do vítreo, tecnicamente chamados grumos, formados quando partes do vítreo se separam da retina. Embora pareçam estar na frente do olho, na realidade, elas estão flutuando no vítreo, dentro do olho. Às vezes as moscas volantes não interferem na visão. Mas, quando entram na linha de visão elas bloqueiam a luz e lançam sombras na retina, a parte posterior do olho onde se forma a imagem.

Causas
As moscas volantes podem ter diversas causas, algumas graves e outras não. As moscas volantes que a pessoa vê por muitos anos com pouca ou nenhuma alteração, geralmente, não são graves. Mas, às vezes, ao soltar-se o vítreo rasga a retina em um ou mais pontos de maior aderência e alcança um vaso sanguíneo da retina causando sangramento. Quando isto ocorre, os coágulos de sangue e o material vítreo podem aparecer como novas moscas volantes. Neste caso, as moscas volantes são sintoma de um problema que pode tornar-se grave. Os rasgos necessitam atenção médica imediata, a fim de evitar que se transformem em descolamento de retina com risco de perda parcial ou total da visão.
Ocorrem com maior freqüência após quarenta e cinco anos entre as pessoas que têm miopia, as que se submeteram à cirurgia de catarata ou ao tratamento YAG Laser e também entre as que sofreram inflamação dentro do olho.

Sintomas
Muitas pessoas vêem pequenos pontos escuros, manchas, filamentos, círculos ou teias de aranha que parecem mover-se na frente de um ou de ambos os olhos. São as chamadas moscas volantes, percebidas mais facilmente durante a leitura e quando olhamos fixamente para o céu ou para uma parede vazia. Ao movermos os olhos as moscas volantes parecem mover-se rapidamente e, então, movimentam-se lentamente quando paramos de movimentá-los. A denominação moscas volantes vem do latim, pois há mais de dois mil anos, na Roma antiga, as pessoas já usavam a expressão “muscae volitantes” para descrever esse problema oftalmológico.

Tratamento
As moscas volantes podem atrapalhar a clareza da visão, o que pode ser muito irritante especialmente se você estiver lendo. Entretanto, se o oftalmologista diagnosticar que elas não estão associadas a um problema sério, como rasgos na retina, elas não necessitam tratamento. Com o passar do tempo elas freqüentemente diminuem e tornam-se menos irritantes. Geralmente, girar os olhos pode ser de alguma ajuda quando as moscas volantes aparecem diretamente na linha de visão. Olhar para cima e para baixo ou para frente e para trás também pode deslocar as moscas volantes para outra posição.
Nos casos em que as moscas volantes forem sintoma de rasgos na retina, o oftalmologista os selará com laser argônio ou por crioterapia, o mais rápido possível, a fim de evitar que eles dêem origem a um descolamento de retina que pode provocar a perda da visão. Esses tratamentos causam pouco desconforto e podem ser realizados no consultório do oftalmologista.

Recomendações
Sem que o olho da pessoa seja examinado por um oftalmologista não é possível determinar se as moscas volantes são indícios de problemas graves. Por isto, mesmo que você tenha tido algumas moscas volantes anos a fio, qualquer aparecimento súbito de novas moscas volantes, ainda que seja apenas uma, deve ser objeto de um exame oftalmológico completo.

Retinopatia Diabética

O que é Retinopatia Diabética
A Retinopatia Diabética é uma complicação do Diabetes (doença metabólica caracterizada por um aumento anormal de açúcar no sangue), que provoca lesões na retina, podendo comprometer a visão e atinge cerca de 80% dos diabéticos com 25 anos ou mais da doença. Com o tempo, a doença se agrava podendo levar a um sangramento dentro do olho. Em último caso, pode levar ao descolamento de retina.

Sintomas
No período inicial da doença, não há sintomas como dor, olhos avermelhados ou secreção. Portanto, todo paciente que tem diabetes necessita de acompanhamento com um oftalmologista anualmente, de preferência um profissional especialista em retina. Na gravidez, toda mulher diabética deve ser submetida a um exame do fundo de olho o mais cedo possível.
Somente em casos mais avançados é que o paciente percebe a visão embaçada. Ela ocorre, geralmente, de forma progressiva, podendo surgir manchas ou pontos escuros no eixo da visão. Como não há sintomas característicos, a doença pode ser descoberta já em uma fase avançada.

Tipos
Retinopatia não proliferativa: é o estágio inicial da doença. Caracteriza-se pelo rompimento de vasos sanguíneos, causando manchas aparentes (pequenas hemorragias) e embasamento da visão. É considerada como um alarme, pois pode evoluir para a retinopatia proliferativa.
Retinopatia proliferativa: caracteriza-se pelo crescimento de vasos sanguíneos anormais na superfície da retina. Esses vasos se rompem com facilidade por serem mais frágeis, podendo dar origem a sangramento e redução da visão. Além disso, pode ocorrer descolamento de retina ou uma forma grave de glaucoma.

Tratamento
Na consulta, se o oftalmologista notar indícios de retinopatia diabética (através do mapeamento de retina), ele poderá solicitar um exame chamado angiofluoresceinografia. Esse exame permitirá, através de fotografias tiradas do fundo do olho, identificar os vasos sanguíneos anormais na retina e o ajudará a programar melhor o tratamento.
Na fase inicial da doença, há apenas necessidade de acompanhamento oftalmológico regular, e também de controlar o nível de açúcar no sangue, o colesterol e a pressão arterial.

Se o oftalmologista perceber vazamento de líquido e sangue que afeta a mácula (edema macular), será realizado um tratamento com laser chamado laser de argônio, para selar e fortalecer os vasos que se romperam. Esse tratamento não interrompe a fase inicial da doença, mas reduz a perda adicional da visão e evita novos vazamentos.
Nos casos mais graves, ou seja, nas retinopatias proliferativas, poderá ser indicada a realização de uma cirurgia chamada vitrectomia, para tratar o sangramento ou o descolamento da retina.

Outra opção que vem revolucionando o tratamento da retinopatia diabética é a aplicação de medicamentos de última geração através de injeções intra-oculares. Um procedimento cirúrgico, feito com anestesia de colírio, onde o oftalmologista insere diretamente no olho do paciente, substâncias como corticóide (triancinolona) e/ou anti-VEGF (Avastin, Lucentis). Essas medicações podem melhorar a visão e diminuir os riscos de novos sangramentos. Também podem ser aplicadas antes da vitrectomia a fim de diminuir os riscos de complicações.

Cuidados
Pacientes que são portadores do Diabetes devem frequentar o oftalmologista anualmente, manter níveis adequados de açúcar no sangue, não fumar, controlar o colesterol e a pressão sanguínea, com uma dieta equilibrada e saudável, além de praticar exercícios físicos de acordo com a capacidade física. Além disso, o diagnóstico e o tratamento preventivos, aliados ao uso adequado de medicações, são fundamentais para retardar a evolução da doença..

Toxoplasmose

O que é Toxoplasmose
Protozoário presente em todos os lugares e que atinge o corpo humano, em especial o Globo Ocular, o toxoplasma é o agente causador da toxoplasmose. A doença é muito comum e atinge desde recém nascidos a idosos, sendo mais comum no adulto jovem. O toxoplasma atinge a retina e se estende para outras partes do olho.

Causas
A principal forma de contágio é através da ingestão de alimentos e água contaminada, além de alimentos mal cozidos, como a carne. A toxoplasmose não é transmitida pelo contato físico, mas uma importante causa da doença é a forma congênita. Animais domésticos, principalmente os gatos, também podem representar um alerta, pois o protozoário pode ser eliminado através das fezes do animal. Uma forma rara de transmissão seria por meio de agulhas contaminadas ou de transplantes, porém é muito raro.

Sintomas
Seus principais sintomas são embaçamento visual, causando uma baixa de visão, sensação de pontos pretos, chamada de ‘mosca volante’, e olho vermelho.

Diagnóstico
O diagnóstico é basicamente feito com exame oftalmológico. Após as queixas do paciente, é feito o exame de fundo de olho. Também fazemos uso de exame de sangue para dar um respaldo maior.

Tratamento
O tratamento da toxoplasmose é feito através de medicamentos durante cerca de quatro semanas. Mas a melhora ocorre a depender da localização da lesão.

Apesar de haver cura, esta é uma doença que apresenta muitas recidivas, ou seja, quem já teve tem chance de ter novamente.

O que acontece com maior frequência é que o paciente tem uma nova crise em um ano ou mais, aproximadamente. Por isso, todas as pessoas que já tiveram a doença devem realizar acompanhamento regular com o oftalmologista, porque uma nova crise é possível de acontecer.
Com o tratamento precoce a possibilidade de cura aumenta e as chances de seqüelas diminuem.

Prevenção
Principais formas de prevenção:
-higiene de forma geral
-evitar consumo de alimentos pré-cozidos, como carne de porco e de boi
-evitar água contaminada
-as frutas e demais alimentos devem sempre ser bem lavados
-ter o cuidado de lavar bem as mãos ao mexer com carne
-realizar um pré-natal cuidadoso (para evitar a transmissão de mãe para filho)

Doenças da Pálpebra

Blefarite
É a inflamação das pálpebras. Pode ser causada por: má higiene das pálpebras, excesso de oleosidade produzida pelas glândulas palpebrais e infecção bacteriana. Os principais sintomas são: queimação e lacrimejamento, vermelhidão nas bordas palpebrais e escamas nas margens das pálpebras. O tratamento é clínico.

Hordéolo
É uma infecção aguda da pálpebra. Pode ser externa ou interna. Chamada popularmente de terçol. É uma lesão dolorosa, com edema e hiperemia local. Geralmente se deve a uma infecção estafilocócica. O tratamento geralmente é feito com pomada de antibiótico e compressa morna.

Calázio
É a inflamação das glândulas tarsais. É uma reação granulomatosa causada pela retenção da secreção glandular. Os sinais e sintomas, na fase aguda, são: dor, edema e hiperemia localizada. O tratamento pode ser clínico (pomada e compressa morna) ou cirúrgico.

Xanteplasma
São placas amareladas macias de tamanho variado, que podem aparecer na pálpebra superior e/ou inferior. Podem ser únicas ou várias. Acometem mais indivíduos de meia-idade ou idosos e podem estar relacionadas com um aumento nos níveis de lipídios sanguíneos (colesterol ou triglicerídeos). O tratamento é cirúrgico.

Triquíase
Caracteriza-se pela alteração da direção do cílio que, emergindo normalmente do folheto palpebral anterior, encurva-se e toca o globo ocular. As causas são os processos inflamatórios e infecciosos que afetam a margem palpebral e os folículos pilosos (blefarite, Tracoma), doenças conjuntivais cicatrizantes (síndrome de Stevens-Johnson) e trauma. Os sintomas são: sensação de corpo estranho, fotofobia, lacrimejamento e secreção seromucosa. A escolha do tratamento depende da quantidade de cílios e da causa; normalmente é cirúrgico.

Entrópio
É a inversão da margem palpebral (pálpebra para dentro), levando os cílios em direção ao globo ocular. Pode ser congênito, que é muito raro, ou adquirido. A forma adquirida pode ser involucional (senil) ou cicatricial. O tratamento é cirúrgico.

Ectrópio
É o inverso do entrópio: é a eversão da margem palpebral. Pode ser congênito ou adquirido. A forma adquirida mais freqüente é a involucional, ou senil. Os sinais e sintomas são: conjuntivite crônica, ceratite, lacrimejamento e dor. O tratamento é cirúrgico.

Ptose Palpebral
A margem da pálpebra superior situa-se abaixo da sua posição normal, ou seja, é a queda da pálpebra superior. Pode ser congênita ou adquirida. A forma adquirida involucional (senil) é a mais freqüente. Pode ser unilateral ou bilateral. Dependendo do grau de ptose palpebral, o paciente pode apresentar comprometimento do campo visual. O tratamento é cirúrgico, sob anestesia local e alta hospitalar logo após o procedimento, havendo técnicas adequadas e bastante eficientes para cada caso.

Tumor Palpebral
As pálpebras podem ser sítio de vários tipos de lesões tumorais benignas e malignas. O diagnóstico destas lesões é importante para que tratamento adequado seja realizado. Nas pálpebras, o tumor maligno mais comum é o carcinoma basocelular. Afeta preferencialmente indivíduos de pele clara, com antecedentes de exposição ao sol. Era observado mais em paciente idosos (50-80 anos), porém tem-se diagnosticado este tumor em pacientes mais jovens. As lesões mais comuns são: elevadas, firmes, com telangiectasias na superfície; durante o crescimento, o centro pode se tornar ulcerado e com crostas na superfície. O tratamento é cirúrgico. O anatomopatológico deve ser realizado para confirmar o diagnóstico e a remoção completa da lesão.

Dermatocálase
É o excesso de pele palpebral; pode acometer as pálpebras superiores e/ou inferiores e estar associado as bolsas de gordura volumosas. Pode ser um problema estético e/ou funcional. A principal queixa é peso nas pálpebras. O excesso de pele das pálpebras superiores pode reduzir o campo visual superior. O tratamento é cirúrgico.